O gelo marinho ao redor da Antártida atingiu seu máximo anual estimado em 14 de setembro de 2026, com 17,59 milhões de quilômetros quadrados de extensão. Segundo uma análise divulgada pela NASA em 12 de outubro, o valor é o terceiro menor máximo anual da série de observações por satélite, iniciada no fim da década de 1970.
O levantamento reúne dados da NASA e do National Snow and Ice Data Center (NSIDC). A data e a extensão são apresentadas como estimativas, pois a evolução diária do gelo pode sofrer revisões durante a consolidação das observações.
Fonte primária: NASA Earth Observatory — Antarctic Sea Ice Grows to Its 2026 Maximum, publicado em 12 de outubro de 2026.
O que significa o máximo anual
No Hemisfério Sul, o gelo que se forma sobre o oceano ao redor da Antártida normalmente cresce durante o inverno e atinge o pico em setembro. Depois, com a primavera e o verão, sua extensão diminui até um mínimo que costuma ocorrer em fevereiro.
O máximo anual não é a área de gelo sobre o continente antártico: o indicador mede a extensão do gelo marinho, isto é, água do mar congelada. Os mapas científicos contabilizam regiões onde pelo menos 15% da superfície está coberta por gelo.
A NASA publicou um mapa da distribuição do gelo em 14 de setembro. A linha amarela marca uma referência histórica, permitindo comparar a extensão recente com a mediana de 1981 a 2010.
Como 2026 se compara a outros anos
A agência lembra que o gelo marinho antártico apresentou variações importantes nas últimas décadas. Entre 2012 e 2014, houve máximos elevados; a partir de 2016, tornaram-se mais frequentes extensões abaixo da média. O menor máximo e o menor mínimo da série ocorreram em 2023, segundo a NASA.
O resultado de 2026 reforça a sequência recente de anos com níveis baixos, mas um único máximo anual não determina, isoladamente, a causa de uma tendência climática. Pesquisadores seguem investigando o peso das mudanças de longo prazo e da variabilidade natural.
Como os satélites fazem a medição
O monitoramento utiliza sensores de micro-ondas passivas, capazes de diferenciar gelo e água líquida pela energia emitida naturalmente pela superfície. Como as micro-ondas atravessam nuvens, a observação funciona mesmo durante longos períodos de cobertura nebulosa.
A série começou com o satélite Nimbus-7 e foi continuada por outros instrumentos. Os registros permitem comparar décadas de mudanças na distribuição do gelo em torno do continente.
Fontes: NASA Earth Observatory e NSIDC. Mapa de capa: NASA Earth Observatory / Michala Garrison, com dados NSIDC.
Fontes
NASA Earth Observatory / NSIDC ↗
NASA Earth Observatory — 12/10/2026: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/antarctic-sea-ice-grows-to-its-2026-maximum/ | NSIDC — monitoramento de gelo marinho: https://nsidc.org/arcticseaicenews/
