A Anvisa definiu sete categorias de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes que poderão ser fabricadas artesanalmente no Brasil.

A nova regra, divulgada nesta segunda-feira (5), entra em vigor em 60 dias e estabelece limites para formulação, apresentação, publicidade e rotulagem.

Quais produtos poderão ser artesanais

A lista inclui:

  1. perfumes, colônias e águas perfumadas com base alcoólica;
  2. odorizantes de ambiente, como velas aromáticas, sachês, difusores e sprays;
  3. produtos sólidos para banho e imersão, incluindo sais e bombas de banho;
  4. sabonetes sólidos para o corpo;
  5. xampus e condicionadores sólidos;
  6. óleos, manteigas corporais e bálsamos;
  7. desodorantes axilares em barra sem sais de alumínio.

O que não poderá ser prometido

A Anvisa também delimitou as alegações permitidas.

Sabonetes artesanais, por exemplo, poderão informar funções de limpeza e higiene, mas não poderão ser vendidos com promessas de tratamento de acne, clareamento, ação antibacteriana ou outros efeitos terapêuticos.

Xampus e condicionadores sólidos poderão alegar limpeza, condicionamento e brilho, mas não tratamento contra queda, caspa ou estímulo ao crescimento.

Óleos e manteigas corporais também não poderão prometer efeitos terapêuticos, anti-inflamatórios, antienvelhecimento ou proteção solar.

Rótulos terão advertências

Os produtos deverão trazer avisos mínimos de segurança, como indicação de uso externo, orientação para interromper o uso em caso de irritação e recomendação para evitar contato com olhos e mucosas.

Algumas categorias exigirão advertências adicionais, inclusive sobre inflamabilidade e restrições de uso por determinados públicos.

Fontes

Agência Brasil / Anvisa ↗

Agência Brasil — Anvisa: veja a lista de cosméticos que podem ter fabricação artesanal: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/anvisa-veja-lista-de-cosmeticos-que-podem-ter-fabricacao-artesanal

Wikimedia Commons — Handmade soap: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Handmade_soap.jpg