A Meta anunciou nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, dois novos modelos de inteligência artificial: Muse Wonder e Muse Wonder Full. A empresa os apresenta como seus sistemas mais capazes até agora para tarefas executadas por agentes, programação e atividades que exigem várias etapas.

O Muse Wonder já está disponível pela Meta Model API e pelo Muse Code, ferramenta de programação da companhia. O Muse Wonder Full foi liberado para assinantes do Muse Code. A Meta afirma que o Wonder também será integrado ao agente pessoal Muse, inicialmente para assinantes, mas não informou uma data ampla de disponibilização.

Anúncio oficial: Meta Newsroom — Muse Wonder e Muse Wonder Full, publicado em 12 de outubro.

O que os novos modelos prometem fazer

A empresa destaca tarefas como interpretar contratos, auxiliar na organização de solicitações de seguros e criar aplicativos. São exemplos de uso divulgados pela Meta, e não significam que os sistemas possam substituir aconselhamento jurídico, financeiro ou médico profissional.

Dois recursos recebem destaque no anúncio:

  • Active Memory: busca recuperar informações relevantes de conversas anteriores para manter continuidade em trabalhos mais longos.
  • Active Focus: foi projetado para que o agente continue tentando concluir uma tarefa, revise abordagens quando encontrar obstáculos e solicite confirmação antes de ações importantes.

A Meta afirma que os modelos alcançam resultados competitivos em avaliações de raciocínio, programação e trabalho com agentes. Essas comparações devem ser lidas como resultados apresentados pela própria empresa, sujeitos a diferenças de metodologia e à necessidade de avaliação independente.

Wonder e Wonder Full: qual é a diferença?

A distinção imediata para o público está no acesso. O Muse Wonder pode ser utilizado por desenvolvedores por meio da API e do Muse Code. Já o Wonder Full, apresentado como versão mais poderosa, está restrito aos assinantes do Muse Code no lançamento.

O anúncio não equivale a uma liberação geral para todos os usuários do Facebook, Instagram ou WhatsApp. A expansão do Wonder para o agente pessoal Muse está prevista para acontecer gradualmente.

Privacidade e segurança permanecem no centro da discussão

Agentes capazes de atuar sobre mensagens, calendários e documentos precisam lidar com informações sensíveis. A Meta diz ter treinado os novos modelos para evitar a divulgação não autorizada de dados e para recusar pedidos nocivos. A companhia também informou que divulgará um relatório mais completo de avaliações de segurança.

Essas afirmações descrevem medidas anunciadas pela fabricante, não uma garantia de que o uso de agentes seja isento de riscos. A tecnologia exige atenção a permissões, acesso a contas e confirmação de ações externas.

O que muda na disputa pela IA

O lançamento representa um novo passo na tentativa da Meta de competir no mercado de modelos avançados e ferramentas para agentes. Diferentemente do anúncio do agente Muse em setembro, a novidade de 12 de outubro é a apresentação de uma nova família de modelos, com disponibilidade própria para desenvolvedores e assinantes.

Fontes: Meta Newsroom, Meta AI Research e Reuters. Foto de capa ilustrativa: LPS.1 / Wikimedia Commons, CC0 1.0.

Fontes

Meta Newsroom ↗

Meta Newsroom — anúncio de 12/10/2026: https://about.fb.com/news/2026/10/introducing-muse-wonder-models/ | Meta AI Research: https://research.meta.ai/blog/muse-wonder | Reuters — 12/10/2026: https://www.reuters.com/business/meta-releases-muse-wonder-ai-models-challenge-anthropic-openai-2026-10-12/ | Wikimedia Commons — imagem CC0: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Meta_Platforms_Headquarters_Menlo_Park_California.jpg