A revista britânica The Economist afirmou em editorial publicado na quinta-feira, 24 de setembro, que Renan Santos (Missão) é o candidato à Presidência cujas ideias, na avaliação do semanário, mais se adequam ao momento atual do Brasil. O texto também faz críticas a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois nomes que lideram as pesquisas na reta final do primeiro turno.

A avaliação é uma posição editorial da revista, e não um dado objetivo sobre qual candidatura seria melhor. Segundo a cobertura da Folha de S.Paulo, o semanário descreveu Renan como um libertário determinado e destacou sua defesa de reformas estruturais e de cortes de gastos.

O que a The Economist disse sobre Renan

O eixo econômico é o principal motivo do destaque. A revista argumenta que o Brasil precisa conter o crescimento da dívida e reformar despesas obrigatórias para reduzir juros e abrir espaço a ganhos de produtividade e crescimento.

Nesse contexto, o editorial aponta Renan como o candidato mais alinhado a essa agenda. Entre as propostas associadas à candidatura do Missão estão mudanças no Bolsa Família, alterações na distribuição de recursos aos estados e reformas mais amplas no Estado.

O texto, porém, também reconhece a limitação eleitoral do candidato: afirma que Renan e outros nomes de fora das duas principais forças da disputa não conseguiram superar as máquinas políticas de Lula e Flávio.

Fonte: a repercussão brasileira do editorial foi publicada pela Folha de S.Paulo em 24 de setembro, com a avaliação da revista e a reação de Renan Santos.

Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro

Sobre Lula, a revista elogia posições do presidente em defesa da democracia e do meio ambiente, mas critica seu desempenho em crescimento econômico e controle de gastos. O editorial também chama atenção para a idade do petista, que completa 81 anos em outubro.

Em relação a Flávio Bolsonaro, o texto critica posições sobre mudanças climáticas e urnas eletrônicas e menciona a defesa de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A The Economist sustenta que nenhum dos dois favoritos oferece, em sua avaliação, uma resposta suficiente aos problemas que considera centrais: expansão dos gastos públicos e corrupção sistêmica.

Por que a repercussão importa na eleição

O editorial chega a pouco mais de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, num momento em que Renan tenta ampliar sua presença para além do eleitorado já identificado com o Partido Missão.

A publicação não equivale a apoio eleitoral formal nem altera, por si só, o cenário das pesquisas. Seu peso jornalístico está na repercussão internacional e no fato de uma publicação econômica de alcance global destacar explicitamente um candidato que aparece atrás dos dois líderes nacionais.

Renan reagiu ao editorial dizendo que a revista havia verbalizado críticas que, na visão dele, a mídia brasileira não fazia. Essa declaração é uma interpretação do próprio candidato sobre a cobertura da eleição.

A reta final seguirá mostrando se a repercussão se traduz em algum efeito mensurável nas pesquisas ou se permanece principalmente como ativo de comunicação da campanha.

Fontes

The Economist / Folha de S.Paulo ↗

https://www.economist.com/ | https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/entre-lula-e-flavio-brasil-da-as-costas-ao-futuro-e-renan-e-candidato-mais-adequado-diz-the-economist.shtml | https://commons.wikimedia.org/wiki/File:-2026-01-11-_Renan_Santos_no_Marco_Zero-_Recife_-_015_-_Romerito_Pontes_(55036685428).jpg