Romeu Zema (Novo) defendeu um tratamento especial para dívidas estaduais e uma revisão do pacto federativo ao ser questionado sobre a renegociação da dívida de Minas Gerais.
A bancada citou o Propag, programa de renegociação de dívidas dos estados, e questionou se o mecanismo transfere custo excessivo para a União e favorece unidades que deixaram de pagar obrigações por longos períodos.
Zema respondeu que a dívida mineira se tornou impagável nas condições anteriores e afirmou que sua gestão priorizou o pagamento de salários, aposentadorias e fornecedores que estavam atrasados quando assumiu o governo.
O candidato disse ter pago cerca de R$ 23 bilhões em passivos atrasados e R$ 13 bilhões à União durante sua gestão, ao mesmo tempo em que parte do serviço da dívida ficou suspenso por decisões judiciais.
Zema também argumentou que estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul enviam mais recursos à União do que recebem e defendeu rever a distribuição federativa.
Segundo ele, a renegociação não deve ser tratada como um perdão irrestrito, mas como uma forma de tornar dívidas sustentáveis com condicionantes.
Fontes
O Globo, Valor Econômico e CBN ↗
Sabatina de Romeu Zema promovida por O Globo, Valor Econômico e CBN em 25/08/2026. Trecho principal: 00:14:25–00:20:52. Assista ao vídeo completo.
