Open source costuma ser traduzido como “código aberto”, mas a expressão significa mais do que deixar arquivos de programação visíveis na internet.
Para um software ser considerado open source segundo a definição da Open Source Initiative, a licença precisa garantir direitos de uso, redistribuição e modificação dentro dos critérios estabelecidos.
Isso cria uma diferença importante entre “source available” e open source.
Uma empresa pode publicar o código de um programa para que qualquer pessoa leia, mas impor restrições que impedem redistribuição, uso comercial ou criação de versões modificadas. Nesse caso, o código está disponível, mas a licença pode não ser open source.
Licenças conhecidas, como MIT, Apache e GPL, seguem modelos diferentes para permitir uso e compartilhamento. Algumas são mais permissivas; outras exigem que determinadas versões derivadas mantenham condições semelhantes de abertura.
Open source também não significa “sem dono” ou “sem direitos autorais”. O autor continua tendo direitos sobre o software e usa uma licença para definir o que outras pessoas podem fazer.
Também não significa necessariamente gratuito. Um software open source pode ser usado em produtos comerciais e empresas podem cobrar por hospedagem, suporte, integração ou serviços relacionados.
Na inteligência artificial, o debate ficou ainda mais complicado. Um modelo envolve não apenas código, mas pesos, dados, arquitetura e informações sobre treinamento. Por isso, a própria OSI criou uma definição específica para sistemas de IA abertos.
Quando um produto se apresenta como “open source”, portanto, vale procurar a licença. Ela diz muito mais do que a presença de um repositório público.
