Uma API é uma interface feita para programas. Em vez de clicar em botões e preencher formulários como uma pessoa, um software envia uma solicitação seguindo regras definidas por outro sistema.
A sigla vem de Application Programming Interface.
Imagine um aplicativo de delivery que precisa mostrar um mapa. Ele não precisa criar do zero um sistema mundial de mapas. Pode usar a API de um serviço especializado e pedir informações ou recursos dentro das condições oferecidas.
O mesmo acontece com pagamentos, previsão do tempo, envio de e-mail, redes sociais e inteligência artificial.
Uma API define um contrato: quais operações estão disponíveis, quais dados precisam ser enviados e qual formato será devolvido.
Em serviços web, isso frequentemente acontece por endereços específicos, métodos de requisição e respostas em formatos como JSON.
Usar uma API não significa receber acesso ao código interno do serviço. O desenvolvedor conhece a porta de entrada e as regras necessárias para usar certas funções, mas o processamento pode continuar totalmente nos servidores da empresa responsável.
APIs também podem exigir autenticação por chaves ou tokens para identificar quem está fazendo a solicitação e aplicar limites de uso.
Isso explica por que muitos serviços cobram por API mesmo quando possuem uma versão gratuita para usuários comuns. O consumo automatizado pode ser muito maior e fazer parte de produtos comerciais.
Quando um aplicativo diz que “integra com” outro sistema, existe uma boa chance de que uma API esteja no meio da conversa.
Ela é menos visível do que uma tela, mas está por trás de boa parte da infraestrutura que faz serviços digitais trabalharem juntos.