Duas pesquisas presidenciais divulgadas na mesma manhã produziram um sinal comum: Augusto Cury aparece em um patamar significativamente maior do que nas rodadas anteriores de cada instituto.
Na AtlasIntel, Cury registra 7,8%. Na BTG/Nexus, aparece com 11% no principal cenário estimulado.
Os números, porém, não devem ser somados, promediados de forma simples nem tratados como se fossem duas medições idênticas.
A Atlas ouviu 5.014 eleitores por recrutamento digital aleatório entre 25 e 30 de agosto e informa margem de erro de 1 ponto. A Nexus entrevistou 2.005 pessoas por telefone entre 28 e 30 de agosto, com margem de 2 pontos.
Além da metodologia, os cenários apresentados aos entrevistados e a composição das listas podem alterar os percentuais.
O ponto mais consistente entre os dois levantamentos é qualitativo: Lula e Flávio Bolsonaro continuam ocupando as duas primeiras posições, enquanto Cury ganhou espaço em relação às rodadas anteriores de ambos os institutos.
Isso ainda não permite concluir que o crescimento tenha sido causado por um único evento, como debate, sabatina, cortes em redes sociais ou horário eleitoral. Esses fatores aconteceram em sequência e podem ter se combinado com maior conhecimento do candidato.
Também não é possível afirmar, a partir de duas pesquisas, que uma nova tendência está consolidada. As próximas rodadas serão importantes para verificar se o movimento se mantém.
Fontes
https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/08/31/pesquisa-atlasintel---31-de-agosto.ghtm
https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/08/31/pesquisa-presidencial-btgnexus-31-agosto.ghtm
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