A produção brasileira de grãos na safra 2026/27 poderá atingir 367,1 milhões de toneladas, segundo o primeiro levantamento do novo ciclo divulgado nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume projetado representa crescimento de 1,4% sobre o ciclo 2025/26. Trata-se de estimativa, não de produção já colhida.
A Conab também prevê que a área semeada cresça 2,3%, chegando a 85,4 milhões de hectares. O levantamento considera a situação do plantio e as perspectivas de produtividade para as diferentes culturas; os números poderão mudar com o clima e o avanço da safra.
Fonte primária: 1º Levantamento da Safra de Grãos 2026/27, publicado pela Conab em 15/10/2026.
Soja e milho concentram as expectativas
Para a soja, a Conab projeta 181,6 milhões de toneladas, aumento de 0,7% em relação à safra anterior. A área semeada deve alcançar 49,3 milhões de hectares, expansão de 1,4%. No início de outubro, a estatal registrava 15,6% da semeadura concluída no país.
No caso do milho, a estimativa é de 148 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%. A área plantada nas três safras pode atingir 23,7 milhões de hectares, avanço de 4,9%. A Conab aponta maior expansão relativa na área da primeira safra do cereal.
Arroz deve cair; feijão tende à estabilidade
O levantamento projeta 10,8 milhões de toneladas de arroz, redução de 2,9% no volume colhido. Para o feijão, a previsão é de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas, patamar considerado estável em relação ao ciclo anterior.
As projeções variam por produto: uma safra total maior não significa crescimento de todas as culturas. A Conab também acompanha os efeitos de calendário de plantio, produtividade e condições de mercado sobre o resultado final.
Por que há números diferentes para a produção brasileira?
Nesta mesma data, o IBGE divulgou uma estimativa de 354,5 milhões de toneladas para o ano civil de 2026, enquanto a Conab apresentou 367,1 milhões de toneladas para a safra agrícola 2026/27. Os números não devem ser tratados como duas medições do mesmo período: os institutos trabalham com recortes temporais e metodologias próprios.
A leitura correta é acompanhar cada série em seu contexto, sem subtrair diretamente os totais como se representassem o mesmo intervalo.
A fotografia de capa é ilustrativa e de arquivo: registra a colheita de soja em Rondonópolis (MT) em 2009, por Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil, disponibilizada no Wikimedia Commons sob licença CC BY 3.0 Brasil. Não representa a safra de 2026/27.