A greve nacional dos trabalhadores dos Correios segue nesta quarta-feira, 16 de setembro, sem prazo definido para terminar. O movimento começou na noite de 10 de setembro, após assembleias rejeitarem a proposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.
Um dos principais impasses envolve o plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. As entidades sindicais também cobram avanços em salários, benefícios e garantias previstas no acordo coletivo.
Contexto: a Agência Brasil informou o início da greve nacional por tempo indeterminado.
TST determinou manutenção de 80% do efetivo
O Tribunal Superior do Trabalho determinou que 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação. A decisão alcança atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas de suporte consideradas necessárias à continuidade do serviço postal.
Os Correios recorreram ao TST após o fim da mediação sem acordo. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, embora ainda possa haver negociação antes da sessão.
Decisão: TST determina manutenção de 80% do efetivo durante a greve.
Centros logísticos tiveram bloqueios e ocupações
A paralisação passou a atingir diretamente operações logísticas em diferentes regiões. Em Indaiatuba (SP), trabalhadores ocuparam o Centro Logístico de Distribuição na madrugada desta quarta-feira, em mobilização que reúne categorias de Campinas e outras regiões paulistas.
No Distrito Federal, grevistas já haviam bloqueado a entrada e a saída de cargas no Centro de Tratamento de Encomendas do SIA. No Rio de Janeiro, o sindicato da categoria convocou ato para esta quarta-feira em frente à sede dos Correios.
Essas ações podem provocar atrasos pontuais em tratamento e entrega de encomendas, mesmo com a exigência de manutenção do efetivo mínimo.
Agências seguem abertas
A estatal afirma que mantém um plano de continuidade de negócios, com remanejamento de veículos, apoio de empregados administrativos e mutirões para reduzir os impactos da paralisação. A rede de agências permanece aberta ao público, segundo os comunicados divulgados durante a greve.
Isso significa que a paralisação não equivale a um fechamento integral dos Correios. O impacto pode variar por cidade, unidade e etapa da cadeia logística.
O AVATIX News acompanhará o julgamento no TST e eventuais acordos entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.
Fontes
Agência Brasil / Correio Braziliense / Band ↗
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-09/trabalhadores-dos-correios-estao-em-greve-por-tempo-indeterminado | https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-09/greve-nos-correios-tst-determina-manutencao-de-80-do-efetivo | https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2026/09/7501100-trabalhadores-em-greve-fecham-centro-de-cargas-dos-correios-no-sia.html | https://www.band.com.br/nacional/sp/greve-correios-funcionarios-ocupam-centro-logistico-de-indaiatuba
