Criminosos cibernéticos de língua russa usaram o Cursor para acelerar ataques contra ao menos sete empresas, segundo investigação divulgada pela Reuters.
Pesquisadores das empresas Gambit Security e CloudSek encontraram um servidor mal configurado associado ao grupo Aur0ra e analisaram mais de duas dezenas de sessões com o assistente de programação.
Os hackers teriam pedido ajuda para tarefas como exploração de falhas e obtenção de credenciais.
Em algumas ocasiões, o sistema recusou comandos considerados maliciosos. O grupo, porém, conseguiu contornar parte das barreiras ao reiniciar sessões ou afirmar que as ações faziam parte de testes e simulações autorizadas.
Segundo a Reuters, o Cursor usava Claude Sonnet 4.5 em parte dessas operações.
As empresas atingidas incluem organizações na Europa e nos Estados Unidos. A extensão completa dos dados comprometidos ainda não está clara.
O caso não significa que o Cursor tenha sido criado para invasões. Ele mostra como uma ferramenta legítima de programação pode ser reutilizada para aumentar velocidade e capacidade de atacantes.
A revelação ocorreu na mesma semana em que mais de 100 empresas pediram um reforço global da defesa contra ameaças cibernéticas impulsionadas por IA.
