O volume de serviços no Brasil teve variação negativa de 0,1% em agosto de 2026, ante julho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE divulgada nesta quarta-feira (14). A variação foi pequena, mas interrompeu a estabilidade registrada em julho.
Na comparação com agosto de 2025, houve crescimento de 0,6%. O setor acumulou alta de 1,7% nos oito primeiros meses do ano e de 2,2% nos últimos 12 meses. O nível de atividade ficou 19,9% acima do período anterior à pandemia.
Quais segmentos avançaram
Entre os cinco grupos pesquisados, serviços prestados às famílias cresceram 2,1% de julho para agosto. Informação e comunicação ficaram estáveis. Os demais recuaram: outros serviços (-1%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%).
O indicador de atividades turísticas, calculado separadamente, avançou 2,5% no mês. Foi a segunda alta consecutiva do turismo, que acumulou ganho de 5,5% nesse intervalo.
Volume e receita não são a mesma medida
A receita nominal dos serviços cresceu 0,2% em agosto ante julho, apesar da variação negativa do volume. São indicadores diferentes: a receita considera valores monetários, enquanto o volume acompanha a atividade em termos reais.
Os dados foram divulgados pelo IBGE e detalhados na reportagem da Agência Brasil de 14 de outubro.
Foto de capa ilustrativa, não relacionada à coleta da pesquisa. Crédito: Ciete Silvério/Governo de SP, Wikimedia Commons, CC BY 2.0.
