A Polícia Federal abriu três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Folha de S.Paulo, as investigações usam como elementos mensagens, viagens, pagamentos e movimentações relacionadas à lobista Roberta Luchsinger e a outros personagens ligados à Operação Sem Desconto.
Os inquéritos apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção e são supervisionados por ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles André Mendonça e Flávio Dino.
Conversas e registros analisados pela PF são tratados pelos investigadores como indícios de possível atuação coordenada para aproximar interesses privados de órgãos públicos.
A defesa de Lulinha nega ilegalidades, questiona a validade e a interpretação das provas e afirma que a investigação monta um “quebra-cabeça de ilações” com motivação política.
É importante destacar que a abertura de inquérito não significa comprovação de crime ou condenação. A própria reportagem informa que nenhuma contratação governamental mencionada nas apurações chegou a ser efetivamente firmada.
O caso tende a ganhar peso eleitoral porque corrupção e relações entre agentes privados e o poder público voltaram ao centro dos ataques entre as principais campanhas presidenciais.
