As ações da Shein caíram mais de 6% nesta terça-feira (29) em Hong Kong depois de a varejista de fast fashion divulgar uma queda de 67% no lucro trimestral, aumentando a preocupação dos investidores com margens mais apertadas e desaceleração do crescimento.
Segundo a Reuters, o lucro líquido ajustado da companhia ficou em US$ 228 milhões no segundo trimestre. A margem ajustada caiu de 6,2% para 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Frete mais caro pressionou a margem
A reportagem atribui parte da pressão de custos ao encarecimento do combustível de aviação e do frete em meio ao conflito no Oriente Médio. Esse efeito é especialmente relevante para a Shein porque a empresa envia por via aérea uma parcela importante das roupas vendidas a consumidores de diferentes mercados.
Analistas do Jefferies estimaram que o resultado ficou mais de 10% abaixo do piso da faixa sugerida pelo prospecto da empresa.
Ações já acumulam forte queda desde a estreia
A Shein estreou na Bolsa de Hong Kong em 1º de setembro de 2026. Do preço da oferta, de HK$ 48,56, até o fechamento de segunda-feira, as ações já acumulavam queda de 27,3%. Nesta terça, eram negociadas perto de HK$ 33,40, segundo a Reuters.
O CEO e presidente da companhia, Yangtian Xu, disse que uma das prioridades é aumentar o estoque mantido na Europa. A empresa também pretende avançar em roupas de preços mais altos para tentar melhorar a rentabilidade.
A combinação de lucro menor, margem comprimida e queda das ações transforma o primeiro resultado após a abertura de capital em um teste importante para a estratégia da Shein como companhia listada.
