As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,8% em julho de 2026 na comparação com junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15). O resultado veio abaixo das expectativas do mercado e representou o pior desempenho mensal do setor em três meses.

A leitura adiciona mais um sinal de perda de ritmo da atividade econômica. O consumo das famílias é acompanhado de perto porque responde rapidamente às condições de crédito, renda, inflação e juros.

Fonte: os números foram divulgados na Pesquisa Mensal de Comércio e reportados nesta terça-feira pela Folha de S.Paulo.

Resultado reforça cautela com a atividade

A queda mensal ocorre em um ambiente de juros ainda elevados e maior seletividade do consumidor. O dado do varejo passa a compor o conjunto de indicadores usados pelo mercado para avaliar a força da economia brasileira no terceiro trimestre.

O resultado também ganha relevância às vésperas de novas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Uma atividade doméstica mais fraca tende a pesar no debate sobre o ritmo possível de redução dos juros brasileiros, embora inflação, câmbio e cenário externo continuem sendo fatores decisivos.

A comparação com os próximos meses será importante para determinar se julho marcou uma oscilação pontual ou uma desaceleração mais persistente do comércio.

A fotografia de capa mostra prateleiras de um mercado no Rio de Janeiro e foi disponibilizada por Wilfredor no Wikimedia Commons sob dedicação CC0 1.0.

Fontes

Folha de S.Paulo / IBGE ↗

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/vendas-no-varejo-do-brasil-recuam-mais-do-que-o-esperado-em-julho.shtml