Quem vota para senador escolhe uma chapa, mesmo que a urna destaque principalmente o nome do candidato titular. Cada candidatura ao Senado é registrada com dois suplentes.

Eles não disputam votos separadamente. Quando o eleitor confirma o número do candidato ao Senado, o voto vale para a chapa completa.

Os suplentes existem porque o mandato de senador dura oito anos e pode haver períodos em que o titular se afasta. Licenças, vacância do cargo ou a ida do senador para determinadas funções fora do Legislativo podem abrir espaço para a posse temporária ou definitiva de um suplente.

A ordem importa: primeiro é chamado o primeiro suplente; depois, se necessário, o segundo.

Esse modelo é diferente do que ocorre na Câmara dos Deputados. Nas eleições proporcionais, suplentes de deputado surgem da própria lista de candidatos do partido ou federação conforme votação e regras de distribuição de cadeiras. No Senado, os dois suplentes já estão vinculados diretamente à chapa do titular desde o registro.

Por isso, conhecer apenas o candidato principal deixa uma parte da escolha de fora. Um suplente pode passar meses ou até anos exercendo o mandato dependendo das circunstâncias.

Em 2026, cada eleitor escolhe dois candidatos diferentes ao Senado porque estão em disputa duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal. Cada um desses candidatos leva consigo sua própria dupla de suplentes.

É um dos detalhes menos lembrados de uma eleição majoritária, apesar de poder ter impacto direto na composição do Senado ao longo dos oito anos seguintes.

Fontes

Senado Federal ↗