A decisão de Bruno Dantas de antecipar sua saída do Tribunal de Contas da União abriu uma nova disputa política por uma das cadeiras da Corte.
Dantas poderia permanecer no TCU até 2053, quando atingiria a idade de aposentadoria compulsória, mas comunicou ao presidente do tribunal, Vital do Rêgo, a intenção de deixar o cargo.
Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro avalia oportunidades na iniciativa privada, incluindo negociações com empresas e um escritório de advocacia.
A vaga que será aberta pertence à cota de indicação do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pretende apoiar o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Pacheco chegou a ser cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mas Lula escolheu Jorge Messias. Depois, o ex-presidente do Senado indicou intenção de deixar a política eleitoral.
Se a saída de Dantas for formalizada rapidamente, o Senado poderá tentar acelerar a indicação durante o esforço concentrado antes das eleições.
O TCU fiscaliza gastos, contratos e contas da administração pública federal e suas cadeiras costumam gerar forte articulação política devido ao peso institucional do órgão.
