A empresa indiana eMudhra anunciou em 22 de outubro de 2026 que deixará o mercado internacional de emissão de certificados de segurança para sites. A decisão ocorre depois da descoberta de problemas na geração de chaves associadas a oito certificados intermediários, conforme reportagem da Reuters.

O Google explicou que as chaves foram criadas com aleatoriedade insuficiente, comprometendo a confiança que sistemas poderiam depositar nesses certificados. O problema foi comunicado ao programa de segurança do Chrome em 17 de outubro.

O que fizeram os navegadores

O Chrome distribuiu um bloqueio específico para as chaves afetadas ainda em 17 de outubro. O Android recebeu proteção equivalente pelo Google Play Services, segundo o Google. Para os usuários alcançados por essas medidas, a proteção foi aplicada sem necessidade de trocar manualmente certificados.

A empresa também planeja retirar a raiz emSign ECC Root CA - G3 do repositório de confiança do Chrome em 27 de outubro. Administradores de sites que ainda dependam dessa cadeia devem providenciar certificados válidos emitidos por outra autoridade confiável.

O que está confirmado

A eMudhra informou que o problema surgiu em chaves geradas em abril de 2025 e não foi detectado em auditorias anteriores. A companhia afirma que seus sistemas não foram invadidos e que não houve vazamento de dados. Não foi comprovado uso malicioso dos certificados nas fontes oficiais consultadas.

Certificados digitais ajudam navegadores a verificar a identidade de sites e estabelecer conexões protegidas. Por isso, falhas em autoridades certificadoras têm impacto que pode ultrapassar uma única empresa.

Fontes: Google Chrome Security e Reuters.

Fontes

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