Flávio Bolsonaro (PL) liderava a arrecadação entre os principais candidatos à Presidência da República com R$ 44,3 milhões, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia em segundo, com R$ 35,9 milhões, segundo dados do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados na noite de terça-feira, 8 de setembro.

Os valores são um retrato daquele momento da campanha e podem mudar conforme novas receitas e despesas são registradas. O sistema da Justiça Eleitoral é atualizado continuamente, por isso os números posteriores podem divergir dos apresentados nesta matéria.

Base oficial: os registros de receitas e despesas das campanhas podem ser consultados no DivulgaCandContas, do TSE. A Folha de S.Paulo compilou os valores dos seis presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas com base no sistema na noite de 8 de setembro.

Fundos partidários concentram a maior parte do dinheiro de Flávio e Lula

Na campanha de Flávio, R$ 42 milhões dos R$ 44,3 milhões registrados naquele recorte vieram do próprio PL por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Eleitoral.

Já Lula tinha R$ 35 milhões recebidos do PT via Fundo Eleitoral, além de R$ 150 mil transferidos pelo partido por meio do Fundo Partidário. Isso significa que, nos dois casos, a maior parte da arrecadação contabilizada até então vinha das respectivas legendas, e não de doadores privados.

Um dos nomes que aparece nas duas campanhas é o empresário Erasmo Carlos Battistella, fundador da produtora de biodiesel Be8: segundo os registros citados pela Folha, ele doou R$ 500 mil para Flávio e R$ 500 mil para Lula como pessoa física.

Quanto tinham os outros presidenciáveis

No mesmo levantamento, Ronaldo Caiado (PSD) aparecia com aproximadamente R$ 6,6 milhões arrecadados, seguido por Romeu Zema (Novo), com R$ 3,4 milhões, e Renan Santos (Missão), com R$ 1,3 milhão. Augusto Cury (Avante) tinha R$ 317 mil, dos quais R$ 250 mil eram recursos próprios.

Somados, os seis candidatos reuniam cerca de R$ 92 milhões no recorte analisado.

Os números de arrecadação não medem intenção de voto nem permitem, isoladamente, projetar desempenho eleitoral. Eles mostram a quantidade e a origem dos recursos formalmente registrados pelas campanhas até aquele momento.

Prestação parcial deve ser enviada até domingo

O dado ganha importância nesta semana porque partidos, federações, coligações e candidatos têm até 13 de setembro para enviar à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas. Segundo o calendário do TSE, essa entrega deve reunir a movimentação financeira e estimável em dinheiro ocorrida desde o início da campanha até 8 de setembro.

Calendário eleitoral: o TSE confirma 13 de setembro como prazo final da prestação parcial de contas. A prestação completa, com as movimentações posteriores, segue o calendário próprio da Justiça Eleitoral.

A prestação parcial permite comparar de maneira mais consolidada de onde vem e para onde vai o dinheiro das campanhas. Até lá, consultas ao DivulgaCandContas continuam sujeitas a atualizações à medida que os registros são enviados pelos candidatos e partidos.

Fontes

TSE / Folha de S.Paulo ↗

https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/home | https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/flavio-bolsonaro-lidera-doacoes-eleitorais-com-r-44-mi-cury-recebe-menos-entre-melhores-colocados.shtml | https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026