A uma semana do primeiro turno das Eleições 2026, o mapa das pesquisas estaduais mostra um país dividido entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Uma consolidação publicada pelo UOL, baseada nos levantamentos mais recentes de Datafolha e Quaest, coloca Lula numericamente à frente em 11 estados, Flávio em oito estados e no Distrito Federal, enquanto sete unidades da Federação estão em empate técnico.
O retrato não é uma única pesquisa nacional repartida por estado. Ele reúne levantamentos estaduais feitos em períodos próximos, com amostras e margens de erro próprias. Por isso, os resultados servem como fotografia regional da disputa, e não como projeção direta do resultado de 4 de outubro.
Nordeste concentra as maiores vantagens de Lula
Lula aparece à frente nos nove estados do Nordeste. Entre as diferenças mais amplas estão Piauí, Maranhão, Pernambuco e Bahia. No Piauí, por exemplo, o levantamento considerado registra 59% para Lula e 20% para Flávio; no Maranhão, 59% a 22%; e na Bahia, 58% a 23%.
Além do Nordeste, o petista lidera isoladamente no Amapá e no Pará. Em Amazonas e Tocantins, Lula tem vantagem numérica, mas dentro da margem de erro.
Flávio é mais forte no Sul e Centro-Oeste
Flávio Bolsonaro aparece à frente no Paraná, com 40% contra 26% de Lula, e em Santa Catarina, com 50% a 23%, segundo a consolidação. No Rio Grande do Sul, a vantagem numérica de Flávio — 35% a 31% — não é suficiente para tirá-lo do empate técnico.
No Centro-Oeste, Flávio lidera no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Goiás permanece tecnicamente empatado.
São Paulo favorece Flávio; Minas e Rio estão abertos
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, os dois institutos considerados apontam vantagem numérica de Flávio. O Datafolha registra 38% a 33%, enquanto a Quaest marca 34% a 31%.
Já Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, segue em empate técnico. A Quaest registra Lula numericamente à frente, com 35% a 30%; no Datafolha, o placar é 39% a 37% para o petista, também dentro da margem.
No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, a disputa também permanece tecnicamente empatada. Assim, dois dos três maiores eleitorados do país chegam à última semana sem liderança estatística definida.
O que o mapa diz — e o que não diz
A divisão regional ajuda a mostrar onde cada campanha chega mais forte à reta final, mas não deve ser confundida com uma contagem de estados como ocorre numa eleição indireta. A Presidência é decidida pela soma nacional dos votos válidos, independentemente de onde eles foram dados.
Também é importante separar vantagem numérica de liderança estatística. Quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o resultado correto é empate técnico, mesmo que um deles apareça alguns pontos à frente no número central.
A fotografia ainda pode mudar. A Quaest tem uma nova rodada nacional prevista para 28 de setembro, e Minas Gerais terá nova pesquisa do instituto com divulgação prevista para 29 de setembro, mantendo a reta final sujeita a atualizações antes do primeiro turno.
Fontes
https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/27/pesquisas-estados-lula-flavio.ghtm
