Os economistas americanos Robert E. Hall e Michael Woodford ganharam o Prêmio de Ciências Econômicas de 2026, conhecido como Nobel de Economia.
A Real Academia Sueca de Ciências reconheceu décadas de trabalho na construção de modelos que conectam decisões individuais de famílias e empresas ao comportamento da economia como um todo.
Por que o trabalho deles importa
Os modelos associados a Hall e Woodford ajudam governos e bancos centrais a pensar em como reagir a choques de inflação, energia, consumo e atividade econômica.
Entre conceitos influenciados por essas pesquisas estão:
- forward guidance, a comunicação sobre a trajetória futura dos juros;
- o hiato do produto, usado para medir pressões de demanda;
- modelos que incorporam preços que não se ajustam instantaneamente;
- decisões de consumo e poupança baseadas em expectativas.
Hall e o consumo das famílias
Hall ficou conhecido por trabalhos que conectaram consumo atual às expectativas das famílias sobre renda e condições futuras.
Essa linha ajudou a dar fundamento microeconômico a modelos macroeconômicos modernos.
Woodford e a política monetária
Woodford desenvolveu modelos que explicam como bancos centrais podem influenciar atividade e inflação por meio de juros e comunicação, e não apenas controlando a quantidade de dinheiro.
Essas ferramentas ganharam relevância especial após a crise financeira de 2008, quando juros chegaram perto de zero em várias economias.
Prêmio de 12 milhões de coroas
Hall e Woodford dividem 12 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1,2 milhão.
O prêmio de economia foi criado pelo Banco Central da Suécia e é concedido em memória de Alfred Nobel; ele não fazia parte dos cinco prêmios originais previstos no testamento de Nobel.
Fontes
NobelPrize.org — anúncio oficial: https://www.nobelprize.org/prizes/economic-sciences/2026/press-release/
Reuters: https://www.reuters.com/world/hall-woodford-win-2026-nobel-economics-prize-2026-10-12/
Agência Brasil: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/norte-americanos-ganham-nobel-de-economia