A Opep+ decidiu neste domingo, 6 de setembro, manter inalterada para outubro a política de produção de petróleo adotada em setembro. A decisão foi confirmada em comunicado oficial após a reunião virtual de sete países do grupo.
Participaram do encontro Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. Segundo a Opep, os sete decidiram manter em outubro os mesmos níveis de produção exigidos para setembro.
Fonte primária: a Opep confirmou oficialmente a manutenção da produção para outubro e marcou a próxima reunião do grupo para 4 de outubro de 2026.
Decisão confirma expectativa anterior
Antes da reunião, fontes ouvidas pela Reuters já indicavam que o grupo provavelmente evitaria um novo aumento de oferta em outubro. O comunicado deste domingo transforma essa expectativa em decisão oficial.
Em agosto, os sete países haviam concluído uma fase de retirada gradual de um corte voluntário de 1,65 milhão de barris por dia, com aumento programado para setembro. Para outubro, porém, o grupo optou por não acrescentar uma nova elevação.
A Reuters destacou que a guerra envolvendo o Irã continua afetando exportações pelo Estreito de Ormuz, reduzindo a capacidade da Opep+ de influenciar o mercado apenas por meio das cotas formais. Alguns países também produzem abaixo das metas acordadas.
Foco agora passa para as cotas de 2027
Com a política de outubro definida, um dos principais debates passa a ser a revisão das capacidades de produção dos países participantes. Essa avaliação servirá de base para definir as cotas de 2027.
O grupo ainda mantém outra camada de cortes de produção, abrangendo a maior parte dos integrantes da Opep+, prevista para seguir até o fim de 2026. A decisão deste domingo não antecipou o que ocorrerá após outubro.
A própria Opep afirmou que os sete países continuarão realizando reuniões mensais para avaliar as condições do mercado e reiterou o compromisso dos participantes com as metas estabelecidas.
Guerra no Golfo segue como principal incerteza
A manutenção das cotas ocorre em um mercado marcado por riscos de oferta no Oriente Médio. Ataques recentes envolvendo embarcações e infraestrutura ligada ao transporte de petróleo aumentaram a incerteza sobre o volume efetivo que consegue chegar ao mercado internacional.
Por isso, o efeito da decisão da Opep+ sobre os preços dependerá não apenas das metas oficiais, mas também da produção real dos países e das condições de navegação e exportação no Golfo.
Para consumidores e empresas, o petróleo segue relevante para preços de combustíveis, fretes e expectativas de inflação. Para produtores como Brasil, Arábia Saudita e Rússia, a combinação entre cotas e preços internacionais afeta diretamente receitas de exportação.
Próxima reunião será em outubro
Os sete países voltarão a se reunir em 4 de outubro. Até lá, a política oficial é manter em outubro os níveis exigidos em setembro.
Esta matéria foi atualizada após a divulgação do resultado oficial da reunião, preservando a mesma URL da prévia publicada anteriormente.
Fontes
https://www.opec.org/pr-detail/1835613-6-september-2026.html | https://www.reuters.com/business/energy/opec-set-keep-oil-output-policy-unchanged-sunday-sources-say-2026-09-06/ | https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wien_-_OPEC-Zentrale_(b).JPG