O preço do petróleo Brent superou US$ 108 por barril nesta terça-feira (15), em uma nova rodada de alta provocada pela escalada militar no Oriente Médio e pelo risco de interrupções prolongadas nas rotas de exportação de energia.
Segundo dados de mercado publicados pela Reuters e pela Folha de S.Paulo, o Brent chegou a cerca de US$ 108,43, enquanto o WTI passou de US$ 103. A alta ocorre dois dias depois de o Brent ter superado US$ 107, nível que já havia levado o AVATIX News a atualizar esta cobertura.
Acompanhamento do mercado: a Reuters acompanha a alta do petróleo, o fechamento do oleoduto saudita e os novos ataques na região.
Oleoduto Leste-Oeste continua no centro do risco
A Arábia Saudita mantém fechado o estratégico oleoduto Leste-Oeste, rota que permite transportar petróleo da região produtora no leste do país até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, evitando o estreito de Hormuz.
O fechamento ganhou importância porque a Reuters estima que uma interrupção prolongada dessa infraestrutura pode colocar em risco uma parcela relevante da oferta global que normalmente poderia ser desviada de Hormuz.
Fonte oficial: a Saudi Press Agency publicou o comunicado do Ministério de Energia sobre o fechamento preventivo do oleoduto Leste-Oeste após múltiplos ataques.
O Ministério das Relações Exteriores saudita afirmou anteriormente que o oleoduto foi alvo de vários drones lançados do território iraquiano, com feridos e danos materiais. O governo saudita disse que, a pedido do primeiro-ministro do Iraque, decidiu não responder militarmente naquele momento para permitir que Bagdá adotasse medidas contra novos ataques.
Documento oficial: a Arábia Saudita atribuiu os ataques a drones lançados do Iraque e afirmou que preserva o direito de proteger seu território e sua infraestrutura.
Novos ataques houthis e negociações adiadas
A tensão aumentou novamente nesta terça-feira. Segundo a Reuters, forças houthis do Iêmen lançaram novos ataques com drones e mísseis contra alvos sauditas, enquanto conversas entre países do Golfo e o Irã sobre a situação no estreito de Hormuz foram adiadas.
O Irã também voltou a condicionar uma eventual negociação com os Estados Unidos a exigências que incluem o fim das hostilidades e das sanções econômicas. O impasse reduziu, no curto prazo, a expectativa de uma normalização rápida das rotas de energia da região.
Contexto internacional: a Reuters detalha os novos ataques houthis e o adiamento das conversas relacionadas a Hormuz.
Mercado incorpora risco em várias rotas estratégicas
A pressão sobre os preços não vem de um único incidente. Além do fechamento do oleoduto saudita, a navegação no estreito de Hormuz permanece reduzida, e a escalada dos houthis mantém riscos no entorno do Bab el-Mandeb, outra passagem importante para o comércio marítimo de energia.
A Associated Press já havia relatado o avanço dos houthis sobre a ilha de Perim, próxima ao Bab el-Mandeb, enquanto a Arábia Saudita enfrentava ataques contra seu território.
Esse conjunto de eventos aumenta o risco de problemas simultâneos tanto nas rotas pelo Golfo quanto nas alternativas pelo Mar Vermelho.
O que a alta do petróleo pode significar para o Brasil
O Brent acima de US$ 108 eleva novamente a pressão sobre combustíveis, fretes e inflação global. A intensidade do impacto dependerá principalmente da duração das interrupções e da capacidade dos produtores de manter exportações por rotas alternativas.
No Brasil, a cotação internacional do petróleo é uma das variáveis relevantes para preços de derivados e expectativas de inflação, embora o repasse ao consumidor também dependa de câmbio, política comercial das distribuidoras e refinarias, impostos e margens da cadeia.
O governo brasileiro já adotou medidas de alívio para combustíveis durante a atual escalada dos preços internacionais. Uma permanência do Brent acima de US$ 100 amplia a atenção sobre custos fiscais, inflação e decisões futuras de política econômica.
A crise energética segue em rápida evolução. Por isso, esta URL continuará sendo atualizada quando houver mudanças materiais no preço do petróleo, na situação do oleoduto saudita ou nas principais rotas de exportação da região.
Fontes
Reuters / Saudi Press Agency / Folha de S.Paulo / Associated Press ↗
Reuters — mercado em 15/09: https://www.reuters.com/business/energy/oil-prices-rise-saudi-pipeline-outage-fresh-attacks-raise-supply-concerns-2026-09-15/ | Reuters — ataques e impasse em Hormuz: https://www.reuters.com/world/middle-east/houthis-strike-saudi-targets-anew-talks-over-strait-hormuz-stall-2026-09-15/ | Folha de S.Paulo — Brent a US$ 108: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/petroleo-sobe-mais-de-2-e-vai-a-us-108-apos-ira-negar-dialogo-com-eua.shtml | Saudi Press Agency — fechamento do oleoduto: https://www.spa.gov.sa/en/N2674017 | Saudi Press Agency — drones lançados do Iraque: https://www.spa.gov.sa/en/N2674116 | Associated Press: https://apnews.com/article/025d052a14d9481258d51009a76d0bd6 | Wikimedia Commons — Abqaiq Gosp, domínio público: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Abqaiq_Gosp_by_Paul_Palmer_2066114545.jpg
