Dois superpetroleiros que transportavam petróleo da Arábia Saudita foram atingidos por projéteis enquanto deixavam o Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas nesta terça-feira.
Os navios são o Sidr, de bandeira saudita, e o Senegal Prosperity, de bandeira liberiana.
Dados de rastreamento e inteligência marítima indicam que cada embarcação havia carregado cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.
As tripulações foram relatadas como seguras.
Até a publicação das primeiras informações, não havia autoria confirmada para os ataques.
Ataques com poucos minutos de diferença
As ocorrências foram registradas na mesma região com intervalo curto.
Empresas de inteligência marítima tratam a proximidade temporal como um sinal de aumento de risco no corredor de Omã.
Não havia, nos primeiros relatos, confirmação de vazamento relevante de petróleo nem de vítimas.
Sem autoria confirmada, atribuir os disparos diretamente a Irã, Estados Unidos ou qualquer outro ator seria especulação.
Por que Ormuz importa tanto
O Estreito de Ormuz é uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta.
Uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente passa pelo corredor, que conecta produtores do Golfo Pérsico ao oceano aberto.
Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e outros exportadores dependem em diferentes graus da rota.
Mesmo quando um ataque não interrompe grande volume de produção, o risco para a navegação pode elevar custos de seguro, frete e proteção marítima.
Isso também pode pressionar os preços internacionais do petróleo.
O que acompanhar
O impacto econômico dependerá principalmente de três fatores:
- se os ataques serão episódios isolados ou se voltarão a ocorrer;
- se haverá novas restrições à navegação;
- se governos envolvidos na crise regional responderão militarmente.
O elemento mais importante agora é a autoria.
Enquanto ela não for estabelecida por autoridades e evidências verificáveis, o fato confirmado é que duas embarcações carregadas com milhões de barris foram atingidas em uma das rotas mais sensíveis do comércio mundial de energia.
