Quando a votação termina, a primeira contagem acontece na própria seção eleitoral. A urna fecha a votação, apura os votos registrados ali e emite o Boletim de Urna.

Esse boletim mostra o resultado daquela seção: votos por candidato, votos de legenda quando aplicável, brancos, nulos e outros dados de comparecimento.

Depois começa a totalização. Os arquivos de resultado são encaminhados para os sistemas da Justiça Eleitoral e passam por verificações antes de serem incorporados à soma oficial. A totalização reúne os boletins de milhares de seções.

É essa diferença que costuma se perder no uso cotidiano das palavras. Apuração é a contagem associada à urna e à seção. Totalização é a soma dos resultados apurados em todas as urnas que participam daquela disputa.

Os caminhos variam conforme o cargo. Resultados estaduais passam pelos tribunais regionais, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral faz a totalização da eleição presidencial a partir dos dados das unidades da Federação e do exterior.

Partidos, federações, coligações quando cabíveis, Ministério Público e outras entidades previstas na legislação podem fiscalizar etapas de transmissão e totalização. A Justiça Eleitoral também disponibiliza os boletins recebidos para comparação com os resultados totalizados.

Isso cria uma característica importante do sistema: o número exibido nacionalmente precisa corresponder à soma de resultados produzidos nas seções.

Durante a noite da eleição, a porcentagem mostrada nos sistemas oficiais muda conforme novos boletins são processados. Por isso, “80% das seções totalizadas” não quer dizer que 80% dos eleitores do país estejam distribuídos de maneira perfeitamente uniforme naquele conjunto. Seções têm tamanhos e localidades diferentes.

Acompanhar a totalização é, portanto, acompanhar a chegada progressiva de resultados já apurados nas urnas.

Fontes

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ↗