A urna eletrônica é usada para registrar e apurar os votos de uma seção eleitoral. Ela não funciona como um computador conectado à internet durante a votação e não transmite resultados enquanto as pessoas estão votando.
No início do dia, a seção passa por procedimentos que confirmam que não há votos registrados. Durante a votação, cada eleitor digita os números correspondentes aos cargos e confirma suas escolhas. O sistema registra os votos sem criar uma ligação entre a identidade da pessoa e os candidatos escolhidos.
Essa separação é essencial para preservar o sigilo do voto. O sistema precisa saber que uma pessoa foi autorizada a votar, mas não pode guardar uma lista dizendo em quem aquela pessoa votou.
Quando a votação é encerrada, a urna faz a apuração daquela seção e emite o Boletim de Urna, conhecido como BU. O documento informa quantos votos cada candidato recebeu naquela urna, além de brancos, nulos e outros dados da seção.
O boletim é impresso no local e também existe em formato digital. Os arquivos usados na totalização passam por mecanismos de assinatura digital e verificação de integridade antes de serem aceitos pelos sistemas da Justiça Eleitoral.
A partir daí começa outra etapa: a totalização. Os resultados das diversas urnas são reunidos para formar o resultado de uma zona, de um estado e, dependendo do cargo, do país inteiro.
Isso ajuda a entender a diferença entre urna e totalizador. A urna conta os votos da própria seção. Ela não decide sozinha quem venceu uma eleição nacional.
O TSE também disponibiliza boletins para consulta e comparação com os dados totalizados. Partidos, entidades fiscalizadoras, imprensa e cidadãos podem acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral.
Quando uma notícia falar em “apuração” e “totalização” como se fossem exatamente a mesma coisa, vale prestar atenção. No uso cotidiano os termos acabam misturados, mas tecnicamente há etapas diferentes entre contar os votos de uma urna e somar os resultados de milhares de seções.
