O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) barrou, por decisão unânime, a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. A decisão foi tomada na quinta-feira (3) e ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Arruda afirmou que vai recorrer e que sua campanha continuará enquanto a situação é discutida nas instâncias superiores. Portanto, o indeferimento no TRE-DF não deve ser tratado como uma exclusão definitiva da disputa neste momento.
Por que o TRE-DF barrou a candidatura
O julgamento envolve a aplicação da Lei da Ficha Limpa e as mudanças aprovadas pelo Congresso em 2025 para os prazos de inelegibilidade.
A defesa de Arruda sustenta que, considerando a nova legislação, o período que o impediria de concorrer já teria terminado. O TRE-DF chegou a conclusão diferente: segundo o voto do relator, as condenações relacionadas ao ex-governador fazem com que o prazo de inelegibilidade ainda esteja em vigor.
Arruda acumula condenações decorrentes de processos ligados à Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009. O Ministério Público Eleitoral defendeu no processo que ele só poderia voltar a disputar eleições em 2030.
O ex-governador contesta essa interpretação e afirma que a legislação aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presidência lhe permite concorrer. A controvérsia agora deverá ser levada ao TSE.
Decisão mexe em uma disputa competitiva no DF
O caso tem impacto eleitoral imediato porque Arruda aparece entre os principais nomes na corrida pelo Palácio do Buriti.
Pesquisa Datafolha divulgada em agosto mostrou a governadora Celina Leão (PP) com 30% das intenções de voto e Arruda com 28%, cenário de empate técnico considerando a margem de erro de três pontos percentuais. Leandro Grass (PT) aparecia com 11%.
Com a decisão regional, a situação jurídica de um dos líderes da disputa passa a ser uma das principais incertezas da eleição no Distrito Federal.
O que acontece agora
Arruda disse que apresentará recurso ao TSE. Até que as instâncias superiores analisem o caso, a disputa jurídica sobre seu registro continua aberta.
Há ainda outra discussão que pode influenciar o cenário: o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar em 11 de setembro o julgamento sobre as alterações feitas na Lei da Ficha Limpa. O processo estava suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Por isso, o quadro eleitoral do DF ainda pode mudar novamente antes do primeiro turno, marcado para outubro.
O AVATIX News acompanha as decisões da Justiça Eleitoral e os principais movimentos das Eleições 2026.
Fontes
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/justica-eleitoral-barra-candidatura-de-arruda-ao-governo-do-df.shtml | https://www.tre-df.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/df-encerra-registro-de-candidaturas-para-as-eleicoes-2026-com-640-pedidos
