“Maioria absoluta” parece uma expressão simples, mas costuma ser usada de maneira errada durante campanhas.
Nas eleições para presidente e governador, a regra do primeiro turno considera votos válidos. Isso significa que votos em branco e nulos são retirados da base antes de verificar se alguém ultrapassou a metade.
Imagine uma eleição com 100 votos depositados na urna: 90 válidos e 10 entre brancos e nulos. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa superar metade dos 90 votos válidos, e não metade dos 100 votos totais.
Abstenções ficam ainda mais distantes dessa conta porque são pessoas que nem chegaram a registrar um voto.
Esse detalhe explica como um candidato pode ser eleito com menos de 50% dos votos em relação ao total de eleitores cadastrados.
A mesma lógica aparece no segundo turno: vence quem obtiver a maioria dos votos válidos entre os dois candidatos.
Para senador, a regra é diferente. A eleição usa maioria relativa: ganha quem tiver mais votos nas vagas em disputa, sem exigência de superar 50%.
É por isso que percentuais precisam vir acompanhados de uma base clara. “50% dos votos” pode significar votos válidos, votos totais ou até uma estimativa de pesquisa.
No sistema eleitoral brasileiro, a expressão usada para definir vitória em primeiro turno de presidente e governador é maioria absoluta dos votos válidos.
