O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, na noite de 13 de outubro de 2026, que o Partido Liberal (PL) retirasse de uma rede social um vídeo produzido com inteligência artificial que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma facção criminosa. A decisão foi anunciada em comunicado oficial do tribunal.
A peça simulava um aperto de mão entre Lula e o ex-deputado Uldurico Junior (MDB-BA) dentro de uma prisão. O ex-parlamentar foi preso sob suspeita de envolvimento em um esquema para facilitar fuga de detentos. A existência dessa investigação não comprova vínculo do presidente com organização criminosa.
Por que o vídeo foi retirado?
A relatora, ministra Estela Aranha, considerou, em análise preliminar, que a peça extrapolava os limites da crítica política ao associar o candidato a uma organização criminosa sem fundamento factual suficiente. Ela citou as regras da propaganda eleitoral e o risco de desinformação.
Os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Mendonça acompanharam a remoção, mas apresentaram fundamentos diferentes: destacaram o uso de inteligência artificial para simular a imagem de uma pessoa na propaganda, prática vedada pelas regras aplicáveis ao caso.
A unanimidade se refere à retirada do vídeo, não à concordância integral sobre os motivos jurídicos. Essa distinção importa porque o julgamento não significa que toda referência política a pessoas investigadas seja, por si só, proibida.
O que foi decidido e o que ainda não foi
O tribunal informou que o material já havia sido removido. O julgamento tratou de uma peça específica; não equivale a uma proibição geral de críticas a candidatos nem a uma decisão sobre a culpa de pessoas citadas no vídeo.
A decisão está relacionada à Representação 0600695-85.2026.6.00.0000. Para conferir os fundamentos, leia o relato oficial do TSE.
Fonte
Fontes
TSE — 13/10/2026: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/tse-determina-remocao-de-video-produzido-com-ia-que-associa-lula-a-crime-organizado-5
