O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para a Meta, responsável por Facebook e Instagram, explicar alegações de que publicações da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teriam recebido restrições de distribuição durante o segundo turno das eleições de 2026.

A determinação foi tomada no sábado (10) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e divulgada pela Agência Brasil no domingo (11). A medida exige esclarecimentos; não é uma conclusão judicial de que a empresa interferiu na eleição.

Apuração: Agência Brasil — TSE manda Meta esclarecer restrições

O que o tribunal quer saber

A decisão solicita informações sobre eventual redução de distribuição de conteúdos, exclusão de recomendações e bloqueios geográficos relacionados ao perfil do candidato. A Justiça Eleitoral também pediu esclarecimentos sobre providências da plataforma diante de denúncias de 255 perfis falsos supostamente gerados por inteligência artificial.

Segundo a campanha de Lula, esses perfis teriam acumulado cerca de 58 milhões de visualizações. Os números e a alegação de coordenação fazem parte da representação da campanha e não devem ser tratados como constatações definitivas do TSE.

O que diz a Meta

A empresa reconheceu a existência de problemas técnicos, mas rejeitou a acusação de tratamento seletivo contra o candidato. Em nota reproduzida pela Agência Brasil, afirmou que falhas mencionadas não afetaram apenas contas brasileiras ou perfis específicos e declarou compromisso com a aplicação isonômica das regras eleitorais.

O PT, por sua vez, sustenta que episódios envolvendo impulsionamento e contagem de visualizações precisam ser investigados e anunciou intenção de acionar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O que acontece agora

A Meta deverá apresentar suas explicações dentro do prazo fixado. A existência de uma cobrança judicial não significa condenação, e não havia, na reportagem consultada, conclusão técnica independente sobre a origem de cada restrição alegada.

A investigação é distinta das decisões sobre propaganda eleitoral paga e das ações envolvendo o canal de WhatsApp 'Exército do Lula'.

Fontes

Agência Brasil ↗

Agência Brasil — TSE cobra explicações da Meta, 11/10/2026: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-10/tse-manda-meta-esclarecer-restricoes-postagens-da-campanha-de-lula